Cada problema no seu quadrado

Resolva os grandes problemas, inclusive o seu.


Tempos tranqüilos estão tão escassos que até assustam quando acontecem. Conflitos, discussões, desentendimentos e desagrados são tão constantes que quando não estão aqui, ou melhor, quando não são tão urgentes (ou quando não queremos vê-los) surge uma pergunta: O que eu faço quando não estou resolvendo problemas?

Hoje fiquei pensando e me peguei numa questão: se vive de problemas?

No entendimento geral predomina a idéia de que problemas são uma parte da vida, um caminho que nos leva ao crescimento e ao amadurecimento ou não para alguns. Mas onde fica a parte da vida que não tem problemas?

Aonde eu vou quando eu não quero conflitos?

Não encontrei essa desejada resposta. Talvez porque  tenho sido ingrata ou rabugenta o suficiente pra ver problemas em tudo ou eles fazem parte realmente de tudo.

Devo pensar a respeito. Mas o fato é que tive a oportunidade de passar tempo sem querer pensar neles e o que me ocorreu como resultado foi uma dor na consciência em saber que podia ter feito alguma coisa para resolvê-los e não a fiz nesse tempo.

Penso ainda se o desejo de resolver tudo faz parte do instinto humano de sobrevivência ou é nadar contra a maré? Porque quanto mais e mais avançamos, eles nos perseguem nos assombram e sempre sempre estão presente, seja no espelho ou em alguma sombra do passado que incomoda.

Assim, talvez eu possa parecer incongruente, mas pense comigo: quando você acorda o que vem primeiro a sua mente? Você perdeu o horário? Ou você pode perder o horário, tem que correr porque tem um monte de coisas que tem para fazer e que se não fizer as conseqüências que isso pode gerar?

Quando você come, você pensa no que você está comendo? O que você deve e não deve comer, porque você comeu uma pizza no final de semana, a torta de chocolate do aniversário de um parente ou um doce que seu namorado ou namorada lhe deu e você comeu. Até o que você come ocasiona alguma dor na consciência?

Talvez você não seja influenciado por toda a religião do corpo perfeito e a doutrina das comidas caras que servem para viver pra sempre. Mas quantas vezes você sofre por dizer um não quando você queria dizer um sim no seu trabalho e um por dizer um sim quando você queria dizer um não para as pessoas que te amam e você mal está conseguindo suportá-las exatamente neste dia?

Tudo bem, esses conflitos talvez só aconteçam comigo. Mas, me permita somente fazer mais uma pergunta. Quando você compra alguma coisa, ou paga alguma coisa, quanto tempo você passa pensando perguntas cruéis como: “Quanto eu vou ficar devendo esse mês? Eu poderia ter feito algo melhor com esse dinheiro? Eu realmente preciso disso?” Essas malditas perguntas quando não estragam o paladar fazem vomitar o prazer de ter comprado, com algumas exceções.

Minha pergunta continua, quanto tempo de toda a nossa vida nós passamos vivendo, experimentando, aceitando, sem viver conflitos, nem os nossos NEM DE OUTROS.

A verdade é que o tempo não volta quando queremos. Ele só volta nas nossas lembranças indesejadas que vivemos como se fossem neste exato momento. Os problemas vivem para sempre, pelo menos alguns. Os que acabam sempre são substituídos.

Mas nós não vivemos para sempre.

É preciso domar os problemas. Não podemos ser reféns deles. Eles não podem ser o motivo da vida, existe uma vida sem problemas quando se decide sentir cada segundo com o seu valor inestimável.

Talvez seja um momento pra refazer a nossa imagem sobre a vida. Cada problema ocupando o mínimo de espaço possível. Talvez não seja possível apenas fazer com que eles desapareçam, mas certamente deixaremos do tamanho que eles merecem.

A respeito do tempo:











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