AS COISAS MUDAM

Quem dera ter a ingenuidade do desconhecimento e ter a prudência do experiente, no entanto, parece que essas duas coisas não podem estar juntas.
Antes, antes das coisas mudarem, quando eu via chuva, temia os sons do trovão e desse medo imaginava que em algum momento um raio poderia atingir minha casa. Mas,  lá no fundo, eu pensava que a chuva vinha molhar a terra, diminuir o calor, limpar a superfície, dar a chance de dormir um pouco. De uma forma ou de outra a chuva me confortava. Agora, quando sinto os primeiros pingos, penso se ela vai parar antes que as pessoas percam suas casas, suas famílias, suas vidas.
Eu também pensava que a pobreza física era a fonte das maiores dores, da fome, da miséria, da vergonha. Até que me deparei com uma coisa bem pior, a pobreza de espírito e o egoísmo exarcebado. São pessoas que afastam toda a ajuda de perto e nunca admitem seus próprios erros, vivem assim não por falta de oportunidade, mas por opção. Eu posso ajudar alguém com fome dando pão, mas não posso tomar decisões por outras pessoas. Observei que essas mesmas pessoas sempre se apegam a alguma coisa pra financiar suas culpas, algumas trabalho, outras relacionamento, outras beleza. E por isso, por colocarem sua felicidade em coisas frágeis, sempre acabam frustradas. Por quê? Porque nada nunca está bom o suficiente pra compensar a dor da solidão. Quem é egoísta não tem espaço pra ceder para outras pessoas. Não se trata de ser alguém defeituoso, mas de alguém que não se aceita e nem aceita outras pessoas. Pior é ser triste por opção do que ter fome por necessidade.  
Antes eu também pensava e até planejava para em dez anos dominar o mundo ou, pelo menos, conhecer metade dele. Nesse tempo o que aprendi é que eu preciso muito mais do que empenho pra alcançar meus objetivos: preciso também de maturidade e humildade pra atrair as oportunidades. Ainda estou buscando obter a quantidade certa desses elementos pra fazer a fórmula correta.
Eu também pensava que facilmente poderia ser independente e auto-suficiente, seria completa e não dependeria de ninguém mais depois da maior idade. Tanto que trabalhei pra isso acontecer fiquei mais e mais diretamente dependente das pessoas que eu amo e de suas palavras de carinho.
Enfim, as coisas mudam, sempre mudam. E eu mudo, a cada dia, as boas mudanças me fazem acreditar, as más mudanças me fazem crescer. Eu também mudo as coisas, o meu caráter reflete que tipo de mudança eu causo nas coisas e nas pessoas. Espero que boas.

Eu te amo, mesmo que você não exista.

Ah! Finalmente!
Agora não sou mais uma mera expectadora nos contos de amor. Eu descobri o amor, ele não me encontrou, não poderia... Eu mesma o achei, reinventei, criei, experimentei, amei.
Agora eu sei como é suspirar, ansiar, sonhar. Já sei como é ser metade do papel principal de uma estória de amor. Já não me fazem inveja os casais apaixonados das novelas nem os separados da realidade, agora eu sei bem como é amar.
Minha mente já vagueia pelos perdidos pensamentos obcecados do querer, cada minuto, cada lembrança do impossível, cada momento imaginado... Ah como é bom pensar no que me faz bem.
Estou apaixonada. Surpreendi até a mim mesma. Quem diria, logo eu, cai numa dessas. De rocha impenetrável me tornei como um sorvete frágil e inseguro em pleno calor de minha cidade.
A princípio me determinei a descobrir do que se tratava e me dei conta que o amor era um fato consumado na minha alma. Em seguida a segunda e não menos importante pergunta: para quem exatamente ele iria? Então, depois de muitas discussões sobre quem seria realmente o dono de toda esta paixão, descobri que havia sido enganada por minha visão, não me apaixonei por quem vi, mas por quem imaginei.
Tão difícil quanto explicar é sentir.
Foi como ver uma gota d’água e se apaixonar por um oceano.
Como pude ser tão ingênua. No entanto, este personagem dos meus sonhos não deixou de existir. Ele continuava levando meus pensamentos, tão belo, tão gracioso... Quem dera pudesse ser de verdade tal perfeição...
Decidi então que não poderia por fim. Claro que não, depois de tantos momentos lindos vividos pela minha imaginação não poderia ser ingrata assim.
Não posso mais vê-lo como na ingenuidade de um amor sincero, pois ele não poderia fazer isso por mim.
Mas mesmo assim, guardarei pra sempre esse amor impossível separados pela dicotonomia da realidade e sonho. Ah que dura realidade.
Esse meu personagem, tão perfeito, mas tão longe.
Não poderia estragá-lo com as comparações com o paradigma imperfeito. Guardarei assim, dentro de mim esse sentimento, apesar de você não existir.

Quem sou eu

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Cidade Grande, Estado sólido
São pensamentos que buscam, procuram, fazem e acontecem! São pensamentos vividos, imaginados, que prevêem uma possibilidade do futuro e possivelmente pressupõem alguma coisa do passado. Entendeu? Nem eu!
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