Ah! Finalmente!
Agora não sou mais uma mera expectadora nos contos de amor. Eu descobri o amor, ele não me encontrou, não poderia... Eu mesma o achei, reinventei, criei, experimentei, amei.
Agora eu sei como é suspirar, ansiar, sonhar. Já sei como é ser metade do papel principal de uma estória de amor. Já não me fazem inveja os casais apaixonados das novelas nem os separados da realidade, agora eu sei bem como é amar.
Minha mente já vagueia pelos perdidos pensamentos obcecados do querer, cada minuto, cada lembrança do impossível, cada momento imaginado... Ah como é bom pensar no que me faz bem.
Estou apaixonada. Surpreendi até a mim mesma. Quem diria, logo eu, cai numa dessas. De rocha impenetrável me tornei como um sorvete frágil e inseguro em pleno calor de minha cidade.
A princípio me determinei a descobrir do que se tratava e me dei conta que o amor era um fato consumado na minha alma. Em seguida a segunda e não menos importante pergunta: para quem exatamente ele iria? Então, depois de muitas discussões sobre quem seria realmente o dono de toda esta paixão, descobri que havia sido enganada por minha visão, não me apaixonei por quem vi, mas por quem imaginei.
Tão difícil quanto explicar é sentir.
Foi como ver uma gota d’água e se apaixonar por um oceano.
Como pude ser tão ingênua. No entanto, este personagem dos meus sonhos não deixou de existir. Ele continuava levando meus pensamentos, tão belo, tão gracioso... Quem dera pudesse ser de verdade tal perfeição...
Decidi então que não poderia por fim. Claro que não, depois de tantos momentos lindos vividos pela minha imaginação não poderia ser ingrata assim.
Não posso mais vê-lo como na ingenuidade de um amor sincero, pois ele não poderia fazer isso por mim.
Mas mesmo assim, guardarei pra sempre esse amor impossível separados pela dicotonomia da realidade e sonho. Ah que dura realidade.
Esse meu personagem, tão perfeito, mas tão longe.
Não poderia estragá-lo com as comparações com o paradigma imperfeito. Guardarei assim, dentro de mim esse sentimento, apesar de você não existir.
Eu te amo, mesmo que você não exista.
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Pensamentos
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


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