Dependência química, biológica, física e psicológica
Eu dependo. Dependendo de tanto. Às vezes, parece que é de tudo.
Num mundo onde a independência e as “superpotências” humanas exibem uma capacidade de desenvolver e viver a auto-sustentabilidade, eu confesso: eu dependo.
Não me pareço fraca nem volátil, a priori. Mas as minhas forças egoístas acabam quando vejo um sorriso amável, quando me sinto feliz pelo meu semelhante ao lado e quando vejo meu belo por do sol pela janela. Ah como eu dependo.
Também a minha couraça de proteção cai simultaneamente quando pegam na minha mão e em alto e bom tom dizem para todos ouvirem: Vamos lá, vai dar certo, venceremos juntos!
Ah, eu realmente dependo. Dependo até dos que nem vejo, daqueles que estão longe e que apenas me deixam noticias. Cada vez que posso tê-los perto de mim novamente sinto-me mais forte e mais “indesistível.”
Dependo dos que me criaram, dos que me formaram e dos que ensinaram. Por tempos distintos não foram as mesmas pessoas que me fizeram estes favores, mas dependo de todas elas.
Parei um pouco e pensei nestas pessoas, que sabem o quanto dependo delas e sabem que cada palavra que sai de suas bocas são decretos irretratáveis em alguns momentos e motivos de mudanças em outros.
Para vocês e por vocês minha dependência me denuncia.
E depois de tudo isso, o que vem antes e o que alimenta a minha alma: a minha fonte.
Dependo de Ti! Pai! Que deu todas essas pessoas e tudo o que tenho.
Sem contradições e sem reservas. Eu dependo, sempre, sempre de Ti.
Pensamentos Sentidos

