Quanta diferença é boa o suficiente pra se destacar na multidão e o quanto comum eu devo ser pra ser aceito pelas pessoas?
Bem, começo relatando um fato. Era aproximadamente a hora do almoço quando eu estava no campos universitário, dentro do ônibus circular, vale dizer, lotado.
De repente subiu uma pessoa estranha. Na verdade não havia nada de errado com ela, mas estava com roupas diferentes, uma aparência diferente, enfim, fora do padrão. Mas o que me chamou realmente atenção foi que ela não estava se sentindo bem em um lugar público, por algum motivo.
Como percebi? Ela não olhava pra as pessoas, se mantinha em observar apenas lugares baixos e não se atrevia em olhar nos olhos das pessoas. Parecia até uma fugitiva.
Eu me vi há alguns anos atrás, eu não era bem assim, mas me sentia como um extraterrestre no meu próprio planeta.
Depois que essa fase passou me dediquei a observar o meu próprio comportamento e de outras pessoas que estão passando ou já passaram por isso.
Cheguei a conclusão que na verdade ela apenas estava sendo sincera perante a multidão: por dentro estamos todos coagidos pela idéia de não pertencer ao modelo padrão da sociedade.
Sempre em nossas decisões o peso da opinião pública é terrivelmente imprescindível. Alguns conseguem facilmente juntar todos os requisitos para ser bem visto socialmente, mas pra outros ceder ao ideal majoritário é renegar sua própria natureza.
Em outra perspectiva precisamos ser aceitos pelos outros, afinal de contas a comunidade é um mal necessário.
Pra superar a minha timidez exarcebada, causada pelo medo de expor idéias e não ser aceita, tive colaborações de algumas pessoas que fazem parte da minha vida. Aprendi a ver fracassos como piada e aproveitar o delicioso sabor de ser “do contra”.
Percebi também que persuasão é um ótimo caminho para nadar contra a maré da multidão que tem a velha idéia formada pelo mundo.
Ser diferente é maravilhoso. É genuíno.
Mas não aceitar o comum também é preconceito.
Muitas pessoas que eu conheço que gostam de assumir posicionamentos diferentes sobre a vida odeiam os pensamentos comuns. Como um amigo gay que se refere aos outros como: “Olha só aquele casal ‘hetero’...”
Ou alguém que se veste de forma mais peculiar e ver alguém bem arrumado e diz: “ Olha aquela patricinha ali...”
Isso não é nada saudável. Mas muitos usam a diversidade pra atacar outros. Isso claramente não faz parte do ideal.
Mais um pensamento que passou por aqui: aceite a si mesmo, aceite os outros e seja feliz.
Pensamentos Sentidos
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